Outubro Rosa

     A campanha “Outubro Rosa” tem como objetivo compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer de mama. É um movimento internacional criado no início da década de 1990 pela “Fundação Susan G. Komen for the Cure”.

     Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, excluídos os cânceres relacionados a tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste. Já em relação aos óbitos, constitui na primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil. Para o ano de 2022 foram estimados 66.280 casos novos de câncer de mama, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 43,74 casos por 100 mil mulheres. A taxa de mortalidade, ajustada pela população mundial, foi 11,84 óbitos/100.000 mulheres, em 2020, com as maiores taxas nas regiões Sudeste e Sul, com 12,64 e 12,79 óbitos por 100 mil mulheres, respectivamente.

     O que é câncer de mama?

     É uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente, e outros, não. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e tratado no início.

     Os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja; alterações no mamilo e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região das axilas.

Fica a dica:

☆ Toque
☆ Cuidado
☆ Prevenção

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O Espiritismo e o Suicídio: Algumas reflexões

        Este é um assunto complexo e inserido em um ciclo vicioso, já que dele pouco se fala, por desconhecimento e tabu, e, em consequência, pouco se aprende e se divulga.

        Muitas campanhas são feitas para que se tragam à luz os aspectos mais relevantes sobre o suicídio, porém, a nossa cultura milenar ainda joga uma espessa névoa sobre o tema.

        Por outro lado, profissionais da área da saúde mental esforçam-se a fim de compreender o processo que leva uma pessoa ao autoaniquilamento.

        Nesse contexto dicotômico, entre tradição e ciência, a Doutrina Espírita, se tomarmos em consideração o seu tríplice aspecto (científico, filosófico e religioso), revela-se como uma ponte permitindo que as ideias fluam de forma compreensível e harmônica.

        “A pessoa que está mais bem aparelhada para compreender a morte é a pessoa que está morta. Isso significa que o suicídio é incompreensível, porque aquela pessoa que poderia dar uma explicação não mais o pode”. Aproveitando essa frase proferida por Jean Paul Sartre (1905 – 1980), é possível deduzir o elevado potencial do Espiritismo no trabalho de compreensão e prevenção do suicídio. Nossa Doutrina ocupa um espaço privilegiado nesse contexto, tanto na teoria quanto na prática, fato esse confirmado pela extensa literatura espírita (Obras Básicas e complementares).

        Atualmente, sabemos que muitas atividades espíritas têm contribuído sobremaneira na prevenção ao suicídio, agindo também na posvenção, ao consolar e mitigar a dor daqueles que perderam seus entes queridos na armadilha do suicídio.

        Sem qualquer pretensão de desconsiderar os profissionais e especialistas em suicídio, a Casa Espírita representa um celeiro de bênçãos no tocante a esse tema. Entendo que as numerosas atividades desenvolvidas criam condições, em longo prazo, para o fortalecimento espiritual, para o estabelecimento de bases sólidas na consolação aos irmãos diante da luta redentora da reencarnação e para a superação de dificuldades inerentes à evolução, afastando qualquer ideia de autoaniquilamento diante das frustrações oferecidas pela existência.

        Por outro lado, perante um irmão que já tem ideação suicida ou em apoio às pessoas que perderam seus entes queridos vítimas do suicídio, existem também atividades de caráter emergencial que poderão amenizar a dor e colaborar na superação dos momentos de dificuldade, aclarando as dúvidas perante a vida.

        O momento atual exige cautela no relacionamento com as “doenças da alma”, predisponentes ao suicídio, como consequência do atual contexto evolutivo-espiritual de nosso Orbe.

        Contudo, como integrantes da Criação, temos que “concorrer com a obra geral” (resposta à pergunta 132 do Livro dos Espíritos), através de ações de caridade em benefício de irmãos desorientados e decepcionados diante da vida.

        Então, mãos à obra!

        “Quando o trabalhador está pronto, o serviço aparece.” (Nosso Lar, pelo espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier)

Wesley Vannuchi

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