A Cruzada no Plano Espiritual


José Plinio Monteiro

Cz 5226

Acontecimento de significativa expressão marcou, entre os dias oito e dez de novembro do corrente ano, a reunião anual do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, do qual faz parte, como entidade especializada, a Cruzada dos Militares Espíritas.

Além de ser agente da integração do Movimento Espírita no Brasil, o conclave ofereceu a todos os participantes o ensejo da verdadeira confraternização, reunindo, ao mesmo tempo, os dirigentes de todas as Federativas e os representantes da Associação Brasileira dos Divulgadores do Espiritismo (ABRADE), do Instituto de Cultura Espírita do Brasil (ICEB ), da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas (ABRAME), além da nossa já citada CME.

Temas da maior relevância, vinculados ao momento conturbado por que passa a humanidade, como aborto, consumo de alucinógenos, violência urbana, dentre outros, foram abordados, enaltecendo a valorização da família como base fundamental para o equilíbrio da sociedade. O clima de fraternidade reinante favoreceu a que cada representação, de forma alegre e objetiva, falasse das atividades que desenvolve em sua área, oferecendo-nos informações preciosas sobre como superar dificuldades, ser solidário e multiplicar recursos, sem desviar-se dos pressupostos básicos da Doutrina.

Abnegados companheiros, conscientes das suas responsabilidades, realizam um trabalho exemplar. Não foram poucos os momentos de emoção, especialmente diante da postura de dirigentes que primam pela fidelidade aos postulados do Consolador prometido por Jesus.

A FEB, na apresentação dos trabalhos que desenvolveu, conferiu especial atenção às campanhas permanentes de Evange-lização Espírita Infanto-Juvenil, do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita e de Divulgação do Espiritismo. Não menos importante foi a abordagem da legislação que regula a Assistência e Promoção Social, orientando as Instituições Espíritas quanto ao registro nos órgãos orientadores dessa atividade.Também foi apresentado o projeto sobre Capaci-tação Administrativa da Casa Espírita, aplicável, inclusive, aos Núcleos da CME.

Quando estava prestes a ser encerrada a etapa matutina da segunda jornada recebemos, pela mediunidade abençoada do nosso querido José Raul Teixeira, comovente mensagem enaltecen-do o papel da Cruzada dos Militares Espíritas no evento e o seu comprometimento com o Movimento Espírita, como pólo de coordenação do Consolador prometido por Jesus no ambiente militar, congregando os companheiros de todas as origens, que o buscarem, sob a inspiração do Legionário Maurício. Disse o nobre comunicante estar acompanhado dos irmãos O´Reilly e Kremer, queridos e saudosos ex-presidentes da CME.

Ao término da comunicação, o anúncio do nome do autor da mensagem comoveu-nos a todos.Tratava-se do mui querido Coronel-Médico Dr Paulino Barcelos, que gostava de ser chamado o "Cruzado nº 5" e era figura exponencial do Espiritismo no Brasil.

À noite, fomos brindados com a participação do consagrado médium Divaldo Pereira Franco, respondendo a questões selecio-nadas dentre tantas apresentadas, enriquecendo-nos com informações preciosas para melhor nos conduzirmos nas atividades das instituições espíritas a que nos vinculamos.

Enfrentamos a fila de cumprimentos para abraçar o querido amigo e dissemos do ocorrido naquela manhã, ouvindo do médium a afirmação de que os generais Duque Estrada e Johnson ali se encontravam, ao que lhe disse: - só falta o general Flamarion. Ato contínuo, ouvi do médium: - ele acaba de chegar e os três dizem que "estão na ativa".

Na manhã do terceiro dia, quando o encontro caminhava para o encerramento e as emoções da despedida começavam a nos contagiar, novamente a me-diunidade de Divaldo Franco nos comoveu, desta feita, com a postura física e a voz inconfundíveis do Doutor Bezerra de Menezes, para dizer-nos da realidade dos nossos dias e das perspectivas para o futuro da Humanidade.

 

O autor é Gen Bda R-1, oriundo da arma de Infantaria e atual Presidente da CME.

 

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